Um
bom programa de vacinação para o controle
das doenças bacterianas e virais, como bons programas
de controle de parasitas e de alimentação,
constituem em um aspecto essencial aos cuidados dos eqüinos.
Porque
devo vacinar???
Qual
é o melhor período???
Quais
vacinas???
Qualquer
vendedor de vacinas de um distribuidor de medicamentos
veterinários saberia responder a estas perguntas,
porém, não é ele que irá
aplica-la e aí surge os problemas:
Você
saberia lidar com uma reação anafilática?
Porque
você adquiriu uma vacina contra rinopneumonite?
É
uma patologia contagiosa?
Existem
aspectos sanitários e legais para esta vacinação?
Quais
vacinas contêm o melhor conjunto para o desafio
imune?
Qualquer
pessoa pode adquirir vacinas em lojas especializadas,
mas um bom programa vacinal não está somente
nas aplicações sazonais e sim no exame
clínico pré-vacinal e no controle higiênico-sanitário
da tropa.
Reações
vacinais são incomuns, mas se ocorrerem somente
o veterinário estará capacitado a enfrentar
este quadro, curiosos existem em quaisquer profissões,
entretanto o proprietário torna-se cúmplice,
isto tudo pode ser evitado com a correta administração
pelo profissional da área.
Evitar
doenças infecciosas nos eqüinos requer além
de um bom programa de vacinação, isolamento
de todos os eqüinos que chegarem para observação
e controle de ecto e endo parasitas. Se ocorrer qualquer
tipo de surto, os eqüinos saudáveis em contato
com os doentes devem ser considerados incubadores e
fontes de doença potenciais.
Devido
a isso, para minimizar o alastramento da doença,
não se deve mover nenhum eqüino para outro
rancho, hípica, sítio ou mesmo a outro
lugar na mesma fazenda. Além disso, as pessoas
envolvidas com os animais doentes ou expostos não
devem manejar outros eqüinos ou devem se desinfetar
e trocar suas roupas antes de fazê-lo.
O
programa de vacinação varia dependendo
de vários fatores, incluindo:
A
prevalência de doença na região
(Endemias e epidemias);
O
grau de imunização e prevalência
desta proteção;
A
freqüência e seriedade de efeitos colaterais
da vacina;
Restrições
sorológicas (o animal torna-se positivo quando
testado sorologicamente);
O
grau de confinamento dos animais (Jockey, hípica,
fazendas, sítio);
O
número de animais (Custo X Benefício);
Utilização
dos eqüinos (Salto, adestramento, provas de trabalho,
lazer,...);
Barreiras
sanitárias internacionais e nacionais (Importação
e exportação);
Freqüência
de contato com outros eqüinos (Concursos e provas
eqüestres).
Devido
a essas e outras variáveis, e ao desenvolvimento
contínuo de novas vacinas, o Médico Veterinário
deve calibrar um programa de vacinação
adaptado a cada criação.
Independente
do programa de vacinação usado, todos
os eqüinos da propriedade devem estar nos mesmos
programas e esquemas, sempre que possível.Isso
maximiza a imunidade do plantel e conseqüentemente
minimizará o desafio da doença infecciosa
protegendo aqueles animais que obtiveram uma resposta
vacinal baixa.
Quanto
ao armazenamento, manipulação e administração
das vacinas, devem ser seguidas à risca as instruções
do fabricante e do veterinário para não
prejudicar a eficácia das mesmas.
As
doenças para as quais se deve considerar uma
vacinação incluem TÉTANO, ENCEFALOMIELITE,
INFLUENZA, RINOPNEUMONITE, ESTREPTOCOCOSE EQÜINA
(GARROTILHO), ANTRAX (CARBUNCULO HEMÁTICO), BOTULISMO,
ARTERITE VIRAL EQÜINA, SALMONELOSE, ERLIQUIOSE
MONOCÍTICA e, nas éguas reprodutoras em
criações com grande índice de septicemia
neonatal (infecção generalizada em potrinhos),
toxóides contra Clostridium perfringens do tipo
C e D.
Um
programa de vacinação mínimo para
todos os eqüinos inclui a vacina contra o tétano,
encefalomielite eqüina, influenza e raiva todos
os verões (janeiro, fevereiro). Em muitas situações
indica-se uma vacinação mais freqüente
e adoção da vacina contra rinopneumonite,
mas isso somente o veterinário poderá
orienta-lo de acordo com o risco epidemiológico.
As
reações anafiláticas às
vacinas são incomuns, mas podem ocorrer e constituem
uma emergência de risco de vida, caracterizada
no eqüino por qualquer combinação
de colapso cardiovascular, desconforto respiratório,
hipermotilidade gastrintestinal, urticária ou
angioedema. Os sinais de uma anafilaxia sistêmica
geralmente ocorrem dentro de 30 min. da exposição
antigênica (vacina), mas os sinais podem levar
horas se não houver tratamento específico
e sintomático.
As
reações teciduais (locais) são
muito mais comuns que as sistêmicas e geralmente
resolvem sem tratamento, mas a aplicação
de compressas quentes e massagens rubefacientes e exercícios
suaves auxiliam na recuperação. Caso ocorra
uma reação dolorosa após uma aplicação
na tábua do pescoço, a alimentação
deve ser feita posicionando o alimento em locais mais
altos permitindo o animal comer sem abaixar tanto o
pescoço.
Esquema
de vacinação:
A
vacinação contra a RAIVA é obrigatória
e deve ser efetuada a cada 6 meses em todos eqüinos.
|
POTROS
(a partir de 2 meses)
|
ÉGUAS
VAZIAS / GARANHÕES
|
|
Vacina
|
Vacinação
Inicial
|
Revacinação
|
Vacina
|
Vacinação
|
Influenza
Encefalomielite
Tétano
|
2
doses com intervalo de 4 a 8 semanas
|
1
dose/ano
|
Influenza
Encefalomielite
Tétano
|
1
Dose/ ano*
|
Influenza
Rinopneumonite
(EHV-1 / EHV-4)
|
3
doses com intervalo de 4 - 6 semanas
|
1
a 4 Doses/ano
|
Influenza
Rinopneumonite
(EHV-1 / EHV-4)
|
1
a 4
Doses/ ano*
|
| *
Em animais não vacinados, utilizar duas doses
com intervalo de 30 dias. |
|
EQÜINOS
DE ESPORTE / TRABALHO
|
ÉGUAS
PRENHES
|
|
Vacina
|
Vacinação
|
Vacina
|
Vacinação
|
Influenza
Encefalomielite
Tétano
|
1
Dose / ano*
|
Influenza
Encefalomielite
Tétano
|
1
Dose / ano*
|
Influenza
Rinopneumonite
(EHV-1 / EHV-4)
|
2
a 4 Doses/ ano*
|
Aborto
Eqüino a Vírus (EHV-1)
|
Aplicar
uma dose no 5º, 7º. E 9º. Mês
de gestação**
|
| *
Em animais não vacinados, utilizar duas doses
com intervalo de 30 dias. |
| **
Repetir esse esquema a cada nova gestação. |
Recomendações
sugeridas.
Alguns animais requerem diferentes esquemas de vacinação
quando em situações epidêmicas.
Clínica
de Eqüinos JJVet
José Joffre Martins Bayeux
CRMV-SP 8767
Tel.: (11) 9122-9637
E-mail: jjoffreb@terra.com.br
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