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Resumo:
Este artigo tem por finalidade demonstrar quais são
os fatores que contribuem para que a manobra do esbarro
tenham mais qualidade resultando em uma nota maior.
Introdução
O
esbarro é uma das manobras mais bonitas e emocionantes
de se ver. Significa diminuir a velocidade do cavalo,
do galope para a posição da parada, trazendo
os posteriores embaixo do corpo do cavalo, numa posição
fixa e deslizando com ambas as patas traseiras numa
linha reta, sem variação da garupa., mantendo
uma movimentação para frente e seus anteriores
trocando contato com o solo.
É um movimento natural do cavalo, em liberdade
todos esbarram. Quando montados por questão de
equilíbrio, demoram um pouco até se adaptarem,
mas, com treinamento, ferrados apropriadamente e uma
boa pista, conseguimos belos esbarros.
Técnica
Se
alguém perguntar qual o cavalo ideal para esbarrar,
devo responder que, o esbarro não depende da
raça do cavalo. Está mais associado com
a conformação. É também
lógico que um cavalo de tração
ou de tiro, não terá um esbarro com a
mesma qualidade de um crioulo ou um Quarto de Milha.
Um cavalo com aprumos de posteriores corretos, jarretes
retos podendo ser até um pouco para baixo. Na
conformação dos anteriores, as paletas
com pouca inclinação ou pé, são
indesejáveis. Os cascos, serão um assunto
que discutiremos com mais profundidade.
Os cascos são a base de sustentação
dos membros dos cavalos, suportando todo o peso de seu
corpo. Em uma manobra de esbarro este peso é
aumentado em muitas vezes. Portanto sem uma angulação
correta, equilibrada entre a angulação
da paleta, jarrete e do casco, o desempenho do esbarro
estará comprometido. Outro detalhe importante
é a ferradura, que deve ser apropriada para o
esbarro.
As ferraduras traseiras devem ter “traillers”
mais longos, ou seja, suas barras no talão são
maiores, o que possibilita o cavalo manter seus posteriores
nivelados ao chão. Em geral a ferradura de esbarro
de um potro de dois anos, é de 1¼”
x 1”, a ferradura definitiva para animais que
já estão sob treinamento intenso deve
ter 1 ¼” na frente com ¾”
no talão, a espessura de ambas é de ¼”.
É necessário um a adaptação
no caso de potros que estão usando pelas primeiras
vezes. Com o tempo as ferraduras vão gastando
e ficando mais rápidas, assim ele vai perdendo
o medo e adquirindo equilíbrio. Para um correto
ferrageamento, equilibrado, aprumos com angulações
certas, procure um profissional qualificado com alguma
indicação, pois existem no mercado pessoas
que se dizem profissionais, e podem acabar predispondo
seu cavalo a uma lesão tendínea séria.
"No foot, no horse", SEM CASCOS, NÃO
HÁ CAVALO" -, para lembrar que não
se faz um campeão sem uma boa base de sustentação.
Outro
fator fundamental para o treinamento e qualidade do
esbarro é a pista. Não que o cavalo só
esbarre com uma pista coberta, areia, do tipo final
do “Potro do Futuro”. Em uma lida campeira
para apartar uma rês, o cavalo esbarra diversas
vezes tanto no campo como na mangueira.
Acredito que, para treinamento, deve-se ter uma pista
que simule diversas condições parecidas
com a real, isto para que o cavalo se acostume a esbarrar
em pisos não tão apropriados.
A pista ideal, segundo os especialistas, deve ser plana,
compactada embaixo e com aproximadamente 5cm de areia
por cima. Uma pista pesada, com muita areia não
possibilitará o deslizar do esbarro, vai exigir
um esforço maior dos posteriores. o que o fará
sair da posição. Persistindo levará
o cavalo a procurar uma defesa, reagindo negativamente
toda vez que for solicitado à esbarrar.
Quanto à técnica propriamente dita, devemos
começar com exercícios ao passo e seguir
avançando gradativamente com o desempenho do
cavalo. Quando ele tiver bem flexionado de nuca e posteriores,
um bom controle de velocidade galopando em linha reta
e alinhado, estará pronto para esbarrar.
O cavaleiro deve fazer sua parte, sentar fundo na sela,
sem exercer pressão com as pernas, tirar a folga
das rédeas em um ritmo definido. Quanto mais
rápido for o galope, mais devagar se deve tirar
a folga das rédeas, isto sempre com o cavalo
galopando em perfeita linha reta e com sua espinha dorsal
alinhada
Quando o cavalo está com sua boca suave, cedendo
a nuca e seu corpo alinhado durante os três andamentos
(passo, trote e galope), e respondendo com precisão,
começamos a testar as paradas com as rédeas
praticamente soltas. No inicio dificilmente ele faz
correto, então usamos do recuo de alguns passos
e repetimos a manobra. Devemos mesclar outros exercícios
durante o treinamento, para evitar que o cavalo antecipe
os comandos. Se a parada não for perfeita, espero
até que ele a termine e corrijo o que estava
errado, para em seguida tentar novamente. Se conseguir
atingir um resultado satisfatório, permaneço
parado por alguns minutos afim de recompensá-lo.
Treinadores
experientes dizem que para o cavalo aprender um esbarro
perfeito, levará normalmente 12 meses.
Conclusões
Fica claro que, além de todos os aspectos aqui
relacionados, tem um de maior relevância. O profissional
qualificado.
Os esportes eqüestres estão mais popularizados.
A profissionalização da Rédea é
uma realidade. Nestes sentidos, os estados de São
Paulo e Rio Grande do Sul, estão andando em passos
largos à nossa frente.
Com formação contínua de Hipologistas,
espera-se que, também possamos avançar
rumo à profissionalização.
(Palavras-chave:
equitação, rédeas,esbarro).
ESBARRO
- Giovanni Bruel Maurer.
Curso de Ciências Eqüinas - Pontifícia
Universidade Católica do Paraná
Referências
[1] BECK, SERGIO LIMA. Eqüinos: raças, manejo,
equitação. 1ª ed. São Paulo
– SP. Editora dos Criadores Ltda. 1985.
[2]
MENDES, CAITO. Treinamento de Rédeas. São
Paulo – SP.In: Editora Três Ltda. 1992.
[3] ANCR REGRAS. Disponível em:<htpp://www.ancr.org.br>
Acesso em: 04-06-2004.
[4] BECK, S. L. Esbarro e Esbarro. Cavalo Mangalarga.
São Paulo-SP, v. 12, p. 44-45. 1985.
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